- Alucard
Caído, não derrubado, ele olhava para o alto, sentia cada músculo do seu corpo gritar, desta vez a golpe tinha sido forte..no centro do que ele acreditava, via uma multidão de estrelas..que pareciam espiá-lo de maneira sábia e caridosa, quase falou com elas, mas a loucura anda não tinha tomado todo o seu juízo.
Agora estava sentado, sentindo o vento fresco de a noite tocar seu rosto, marcado com lagrimas secas e salgadas de choro, mas não chorava mais, pensou no futuro, (o futuro é agora). Então levantou, claro, respeitando os gritos de dor que seus músculos insistiam em proclamar, com toda a força possível.
Estava de pé, sentia dor, mas estava de pé, tinha chorado, mas estava de pé, e teve aquela sensação de que nada o deteria.
Capítulo 1 - A cidade de 9
- Juventude - dizia Farson. - Você pensa que é o mais forte, você acha que é eterno, juventude.
Farson era a pessoa mas cativante que Alucard conhecia, sua maneira de falar, de agir, demonstrava um homem sábio e forte, Alucard queria ser como seu mestre.
- Sr Farson - perguntou Alucard. - Existe uma maneira de conseguir força, rapidamente?
Farson olhou para Alucard, fechou o livro e disse.
- Levante-se Alucard, deixe seu caderno na mesa.
- Mas Senhor -disse ALucard.- E se eu precisar anotar algo?
- O que vou lhe dizer - disse Farson, com a voz doce mas firme - Quero que anote no coração.
A ponte da cidade de 9 se levanta va imponente e bela, a construção de pedra, madeira e ferro tinha 86 anos, mas parecia ficar mais forte com o passar do tempo, era o orgulho da cidade.
- Olhe para as pilastras Alucard - disse Farson. - Elas sustentam toda a ponte, são fortes e belas. - Alucard pensou - talvez ele tenha esquecido minha pergunta - Preste atenção nos cabos de sustentação, esticados e firmes, você sabe, muitas pessoas, de todas as cidades, vem admirar nossa bela ponte, sua beleza e força atraem os olhares de perto e de longe.
- Concordo senhor, - disse Alucard. - A ponte realmente é bela, uma obra de arte, mas, por favor, a pergunta que lhe fiz, sobre a força, ainda atormenta meu sono!
Farson olhou para o garoto, não passava dos 14 anos, não era magro, talvez uns abdominais tirassem a pouca gordura que a carne de carneiro, deliciosa, que sua mãe preparava lhe rendia.
- Meu caro jovem, você sabe quantos anos esta ponte levou para ficar assim?
Alucard pesou - Por que não responde minha pergunta!
- 75 anos senhor - disse sem entusiasmo.
- Não ve a resposta esta na sua frente? - indagou Farson. - A força, assim como a sabedoria e o amor, não surgem de um dia para o outro,o tempo é o oleiro de tudo, se você quer a força rapidamente Alucard, ela não vira a você, esta ponte é a resposta a sua pergunta, ela não apareceu de uma noite para outra Alucard, ela foi sonhada, planejada, preparada e construída.
- Você quer ser forte? - perguntou Farson - Sim senhor - disse Alucard.
- Então busque a força a cada dia, assim, quando você não estiver esperando, simplesmente será forte, agora pegue seu caderno na sala e pode ir para casa refletir sobre isto.
- Obrigado senhor Farson! - disse com entusiasmo Alucard. Ele ia refletir sobre as palavras de seu mestre, mas na verdade estava refletindo sobre qual seria o jantar naquela noite.
Capítulo 2 - Lagos, passáros e Erica
O centro de formação de pessoas Ástrea (algo como a universidade para nós) ficava no centro de 9, era uma construção antiga, mas conservada, é dividida em 3 prédios, sendo 2 para as aulas teóricas e 1 para praticas e a administração, terá seu destino bruscamente mudado, mas não já, não agora.
Alucard vivia a Cinco rodas (3,5km) da Ástrea, mas o caminho para sua casa era agradável e cheio de vida, particularmente a região do lago Zao, animais de varias espécies podem ser vistos por lá.
- Pássaros – pensou Alucard – O que pode representar a liberdade melhor que eles?
O tempo estava firme, a temporada de chuvas estava atrasada este ano, o céu limpo indicava uma noite fria.
Claro que lagos e pássaros não eram a única “atração” para Alucard, a família encarregada de preservar o lago Zao tinha uma casa bela, não muito grande, mas bela, e la vivia Erica.
Alucard a via sempre de longe, cuidando do belo jardim em frente a casa, trocavam olhares, olhares inocentes, olhares de curiosidade.
- Boa tarde para você! – disse Alucard.
- Bom tarde você! – respondia Erica.
Só estas palavras, todos os dias, mas ele podia ver nos olhos dela que ela queria falar, talvez sobre as flores, talvez sobre o tempo, mas ele continuava o seu caminho. – Um dia eu lhe trago uma rosa - pensou Alucard.
Antes de entrar em casa, Alucard bateu suas botas como era o costume, o jantar já estava quase pronto, disse o cheiro dos temperos para ele.
- Lave-se – disse Lucia, mãe de Alucard.
- Pois não minha mãe.
Jantar na mesa, disse o sino.
- Obrigado pelo alimento, obrigado pelo sustento, obrigado pelo amor, amém.
Disse Elain, pai de Alucard, mas a janta foi interrompida por um som, forte como de um trovão, e seco como um disparo.
O aviso
Todos rapidamente se levantaram e foram ver o que aconteceu, uma grande camada de poiera cobria os campos, assim que baixou a surpresa.
- A ponte! – exclamou Lucia - sim, a ponte, estava parcialmente destruída, algo a atingiu de uma maneira violentamente forte, ela não caiu, mas, praticamente a metade estava seriamente comprometida.
Elain logo pegou sua jaqueta, sua faca de osso, colocou suas botas e disse:
- Lucia, Alucard, fiquem em casa, vou até a ponte ver o que exatamente aconteceu! Alucard pensou em protestar, queria ir junto, mas não podia deixar a mãe sozinha, apenas balançou a cabeça concordando com o Pai.
Elain viu então algo surpreende, algo que jamais havia visto, começou a preocupar-se.
- Elain! Ola você! – era Fildor – chefe da policia de 9.
- Ola você – disse Elain.
- Parece que o velho Domor estava certo, o que será isto?
- Não sei quem está certo velho amigo, mas com certeza isto não veio da terra, parece um meteoro – disse Elain.
Rapidamente a área foi isolada, a cidade toda estava com medo, apesar de ser sabido que meteoros ora ou outra caem na terra, aquele era diferente, aquele era examente com Domor descrevia.
Alain voltou para casa, contou o que viu para Alucard e Lucia, se lavou e foi dormir, já Alucard ficou olhando as estrelas, incomodado, sentindo que o minerio deveria ser destruído, queria fazer algo, mas como?
Domor
A casa de Domor fica exatamente a 7 rodas de distancia da ponte, ele viu exatamente o isntante em que o meteoro atingiu com toda sua fúria o meio da ponte, não teve medo, não tem medo.
Seu filho, Malakaiam, olhava para o pai sem saber o que dizer.
- Então é verdade meu Pai? A terra vai acabar?
Domor olhou para o Filho, ele sabia que ninguém acreditava nele, nem mesmo o próprio filho.
- Meu filho, apenas Deus sabe quando será o fim desta terra, eu apenas olho o espaço e tento ver o que posso ver, o que ele me permite ver, por hora, apenas posso dizer que mais meteoros vão atingir a terra, só podemos orar, pedir graça de nosso Deus.
- Você acha meu pai, que, o minério encontrado aqui, tem algo a ver com isto?
- Malakaim, você sabe minha opinião a respeito disto, aquela coisa era da babilônia, é algo profano, além que causar conseqüências ao campo eletromagnético da terra, ele esta atraindo os meteoros, ele
Abriu um buraco bem acima de nos, no céu, somos alvos fáceis.
Fênix
A ponte precisava ser reconstruída, fato, sendo assim, todo homem, maior de 16 anos, até 45 estava convocado para a reconstrução, e toda mulher, maior de 18, também, mas, no caso das mulheres, não havia obrigação.
As aulas estavam suspensas durante a reconstrução da ponte, melhor, parte da ponte, a cidade estava engajada na reconstrução de seu marco, todos trabalhavam com afinco.
Alucard, assim que soube da convocação de todos para o trabalho, ficou extremamente animado, poderia contar para seu filhos, no futuro, que ajudou a levantar a ponte da cidade de 9. Sendo assim, acordou cedo, colocou sua roupa de trabalhar e partiu para a ponte.
- Senhor Domor! – era Polybius, mensageiro da cidade, e amigo de Domor.
- Bom dia você, bom amigo, quais as novidades de hoje? – perguntou Domor, já vendo certa apreensão no olhar de seu amigo.
- Meu senhor, apenas venho lhe trazer um desenho do objeto que atingiu nossa ponte, acredito no senhor, creio que pode nos ajudar neste momento!
- Ah meu caro Polybius, deposite apenas sua fé no verdadeiro Senhor, deixe-me ver o desenho.
Alucard falava com o mestre de obras quando viu ela,Erica estava mais a frente, com um macacão de trabalho, uma bandana rosa para segurar seus longos cabelos negros, o rosto suado, mas mesmo assim continuava linda, pensou Alucard.
Depois de receber suas instruções, vou diretamente ao encontro de Erica, mesmo sem saber o que ia conversar com a moça, mas sabia que tinha que ir, uma oportunidade de trabalhar ao lado dela, parecia algo caído do céu.
- Bom dia você – disse Alucard.
- Bom dia – respondeu Erica
Alucard tinha a impressão que os olhos castanhos de Erica, estavam sorrindo, os dele estavam, sem sombra de duvida.
- Que belo gesto seu Erica, vir ajudar na ponte, aposto que o jardim de sua casa esta sentindo sua falta.
- Ah, não é nada de mais, sempre gostei de ficar observando a ponte, costumava ficar horas na janela de meu quarto olhando para ela, ela me lembrava voc...quer dize, coisas boas – o rosto dela estava rubro.
Alucard era um cara meio desligado, não percebeu a vergonha dela, ficou só olhando para Erica, completamente apaixonado, mesmo sem saber bem o que era aquilo.
- Eu também adoro esta ponte, espero colaborar para ela ficar linda – e quando disse linda, olhou de uma maneira direta para Erica – assim como era antes.
- Meu Deus! exclamou Domor
Assim que seu amigo mensageiro saiu, Domor abriu o desenho, era o que ele imaginava uma asa, de Fênix.
- Santo Deus, então se temos uma asa aqui, as outras partes vão cair também, preciso saber quando e onde.
Domor voltou imediatamente para seu observatório, olhava para a constelação de Fenix, e ficou preocupado com o que viu.
A SEGUNDA QUEDA – Capítulo 3
O desenho que o mensageiro entregou para Domor, era exatamente o que ele via pela sua luneta todas as noites.
- Meu amigo Polibyus, não saia ainda, preciso que leve uma mensagem urgente para a prefeitura
- Algo grave meu senhor – disse Polibys.
- Santo Deus, sim, muito.
A construção da ponte estava avançada, 2 messes apenas, e estaria como antes.
Alucard, ao final do dia, voltava com Erica, levava a moça até o portão flrorido de sua casa, ela gostava de arte, musica e historias, sabia muitas.
Ele a ouvia, sim, com os ouvidos e com o coração.
- Sabe Alucard –dizia Erica – Sou encantada por flores! A beleza delas, a fragilidade, o perfume, tudo, são perfeitas, refletem a criador.
- Sim – respondeu Alucard – realmente são belas, e você as trata com muito carinho, não?
- Com certeza! Aprendi com minha mãe! Cultivo este amor desde de pequena.
Perto do portão Alucard podia ver as lindas flores, perfeitas, muito bem tratadas.
- Bom – disse Alucard – boa noite pra você Erica
- Ótima pra você Aluc.
Seus passos o levaram para casa, mas seu coração esta parado, no portão da casa dela.
Passos fortes rompem o silencio da grande casa da prefeitura, era Polibyus, estava suado, apertava a mensagem de Domor contra o peito com tamanha forca, que as veias de seus braços saltavam em protesto.
- Alto mensageiro – disse o guarda – qual a preça?
- Nossa cidade corre grande perigo, preciso falar com o prefeito!!!
- Sim, claro, você sabe os tramites, aguarde ser chamado.
- Mas preciso falar, agora! – retrucou o mensageiro.
- Não ouse me desobedecer inseto! – respondeu o homem fardado – o que pode ser tão urgênte??
- A cidade esta condenada, tolo! Deixe-me passar, agora! – gritou Polibyus.
O titulo da mensagem dizia – A SEGUNDA QUEDA, SERÁ HOJE.